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Trilhando novos caminhos na saúde mental: a desmistificação da loucura através da arte.


“Assim, buscou-se abordar a relevância de métodos que protagonizam o cuidado e valorizam a singularidade, a subjetividade e o resgate do papel social, indo de encontro ao tratamento clássico.”

RESUMO: Durante anos, o tratamento do sujeito em sofrimento psíquico era realizado por meio da adesão de métodos como eletrochoque, leucotomia, dentre outras técnicas que, em sua maioria, eram danosas aos usuários a elas submetidos. Buscando-se métodos humanizados para o exercício do cuidado na Saúde Mental, o objetivo deste trabalho foi analisar o papel da Arte como possível agente de inserção social do sujeito em sofrimento psíquico e os possíveis impactos nos processos identitários dos participantes do grupo “Os Insênicos”. Dentre os objetivos específicos, buscou-se descrever suas bases teórico-metodológicas e quais os impactos previstos para a saúde mental e para a inserção social dos seus participantes; investigar o papel da Arte no cotidiano dos integrantes do grupo como possível promotora da inserção social e do reconhecimento do seu direito à cidadania; compreender como os seus participantes significam a diferença entre os efeitos psicossociais decorrentes do tratamento clássico e os decorrentes das atividades desenvolvidas no grupo; e discutir a contribuição da Arte como possível mediadora no sofrimento psíquico desses atores e se há impactos terapêuticos sobre os processos identitários e estigmas. Investigou-se, desse modo, a Arte como uma dentre as formas de cuidado que foram fortalecidas no campo da Saúde Mental, por meio da ascensão de movimentos que surgiram para contrapor as ideias clássicas a respeito da loucura. Para isso, fundamentou-se um breve histórico da Reforma Psiquiátrica Antimanicomial no Brasil, considerado importante movimento de reivindicação da cidadania do louco; a Arte como instrumento terapêutico, abordando os efeitos psicossociais decorrentes desse recurso, ainda que fora do setting; a Arte como ferramenta de inserção social e promotora da cidadania; além dos processos identitários e suas relações de igualdade e diferença, por meio dos estudos de Ciampa e outros autores. Assim, buscou-se abordar a relevância de métodos que protagonizam o cuidado e valorizam a singularidade, a subjetividade e o resgate do papel social, indo de encontro ao tratamento clássico. O método para a investigação ancorou-se na abordagem qualitativa, através da realização de entrevistas narrativas do tipo episódica com o grupo teatral “Os Insênicos”, composto por usuários dos Serviços de Saúde Mental que, além de atuar nos palcos, militam por seus direitos de reconhecimento e inserção social. Os resultados mostraram a eficácia da Arte para a estabilização desses sujeitos, não apenas devido a seus benefícios terapêuticos, mas, sobretudo, por proporcionar a inclusão social do indivíduo estigmatizado e cooperar para o resgate de sua cidadania. Dessa maneira, constatou-se o potencial criativo, expressivo, socializador e catártico da Arte, assim como o seu papel de cooperar para a desmistificação das ideias clássicas sobre a loucura, constituindo-se como um agente de inserção social do sujeito em sofrimento psíquico.



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